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Justiça barra empréstimo de R$ 10 milhões e expõe irresponsabilidade fiscal de Léo Cunha em Estreito
Com dívida superior a R$ 348 milhões, tentativa do prefeito de contrair novo crédito junto ao Banco do Brasil é suspensa; decisão aponta risco grave às finanças do município e responsabiliza gestor.
11/09/2025 22h56 Atualizada há 1 ano
Por: Redação Fonte: Ecletk - Agência de notícias

Mais um escândalo sacode a administração do prefeito Léo Cunha em Estreito-MA. Atolado em uma crise financeira, com uma dívida já superior a R$ 348 milhões, o gestor tentou, com aval da Câmara Municipal, contrair mais R$ 10 milhões em empréstimos junto ao Banco do Brasil.

Baixe a decisão da justiça: https://ecletk.com.br/envios/2025/09/11/85a627036c5de1dc7b95130057933c974d021747.pdf

A manobra, denunciada em Ação Popular, foi considerada perigosa e ilegal pela Justiça, que apontou afronta à Constituição Federal, especialmente na tentativa de usar o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia. A juíza Myllenne Sandra Calheiros destacou que o empréstimo não visava beneficiar a atual gestão, mas empurrar a conta para os próximos prefeitos e para a população de Estreito, que já sofre com a precariedade em saúde, educação e infraestrutura.

A decisão é clara: o contrato de R$ 10 milhões está suspenso, novas operações de crédito estão proibidas, e em caso de descumprimento o prefeito poderá responder com o próprio patrimônio e até criminalmente.

Trata-se de uma Ação Popular movida por Francinildo Fernandes Rocha contra o Município de Estreito/MA e o prefeito Leoarrem Túlio de Sousa Cunha (Léo Cunha), tendo como ponto central, a tentativa de contratação de empréstimo de R$ 10 milhões junto ao Banco do Brasil, autorizado pela Lei Municipal nº 094/2023, aprovada pela Câmara.

Observações da juíza (Myllenne Sandra Cavalcante Calheiros de Melo Moreira):
•    Reconheceu a legitimidade do cidadão em questionar atos que possam lesar o patrimônio público.
•    Destacou o risco de endividamento excessivo do município, cujo passivo consolidado já ultrapassa R$ 348 milhões frente a uma receita de R$ 135 milhões (2023).
•    Ressaltou que a operação recairia sobre futuros gestores, sem ônus à atual gestão, caracterizando irresponsabilidade fiscal.
•    Considerou ilegal a vinculação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia do contrato, vedada pela Constituição.
•    Reconheceu risco de dano irreparável às finanças do município e aos contribuintes.
Decisão fundamentada:
•    Concedeu liminar suspendendo imediatamente a eficácia do contrato firmado com o Banco do Brasil.
•    Proibiu novas operações de crédito com base na Lei 094/2023.
•    Fixou multa solidária ao município e ao prefeito, equivalente ao valor contratado, em caso de descumprimento.
•    Determinou possibilidade de responsabilização civil e criminal de Léo Cunha.

Mais um empréstimo milionário? Pois é… o prefeito queria jogar a conta no colo do povo de Estreito. Só esqueceram de avisar a ele que a Justiça não aceita fiador inocente.