
Por: Vilson Ferreira.
O calendário eleitoral ainda nem abriu oficialmente… mas no Maranhão a disputa já está parecendo final de campeonato com prorrogação, disputa de pênaltis e VAR quebrado.
A corrida para 2026 virou um mercadão político onde ninguém sabe se está comprando uma liderança, uma ilusão ou apenas um CPF com boa conversação no WhatsApp.
E, como sempre, os primeiros a chegar são aqueles que juram amor eterno aos municípios que, curiosamente, só visitam a cada quatro anos - como quem visita um parente distante apenas no Natal, mas exige ser tratado como da família.
Basta circular pelos bastidores da política maranhense para perceber: os acordos começaram cedo, muito cedo.
Desde o mês de junho, os “namoros” políticos já estavam acontecendo - e com valores definidos, manutenção mensal e promessas tão grandes que fariam até vendedor de carro usado ficar com vergonha. Só que está chegando a fase em que os acordos começam a desfazer como gelo no sol do meio-dia.
Tem devolução de dinheiro, troca de lado, cláusula de fidelidade desrespeitada e aquele clássico: - “Surgiu uma proposta melhor, amigo, você entende…”
- Entendo sim: Quem tem preço, tem outro comprador.
É simples assim.
O mais curioso é que muitas dessas chamadas “lideranças” não lideram nem a própria rua. Mas no ano eleitoral, se transformam magicamente em “voz da comunidade”. Tem gente que, se fosse na selva, não liderava nem filhote de tartaruga indo pro mar - mas aqui vira general das massas.
Candidatos que ainda nem sabe se fica, e já torrou metade do orçamento tentando garantir o apoio de quem “tem acesso direto ao povo” - e que, na prática, mal consegue encher uma sala de reunião sem chamar três primos, o cunhado e o vizinho.
O resultado é previsível: Campanhas inflacionadas, candidatos endividados, acordos frouxos sustentados por promessas. E a sensação de que alguns estão mais preocupados em comprar alianças do que construir um projeto político de verdade.
E o mais irônico? Muitos desses candidatos acreditam piamente que eleição se ganha só com dinheiro. É quase fofo… se não fosse trágico.
Eleição se ganha com estratégia, narrativa, grupo, posicionamento e… sim, recursos - mas não só com dinheiro. A história esta cheia de casos assim.
A Moral da História – ou a falta dela.
Quando a política é tratada como mercadoria, a linha entre “apoio logístico” e “abuso de poder econômico” fica mais fina que margem de vitória em eleição apertada. Mas enquanto o balão não estoura, segue o baile.
E se o ritmo continuar, 2026 vai ser a eleição mais cara - não por estratégia política, mas pelo show de desespero antecipado e dos baldes de dinheiro despejados.
Candidato desesperado gasta mal. Candidato sem estratégia paga caro. E liderança sem base… sempre cobra mais do que vale. É a lei do mercado.
Quem ignora estratégia paga dobrado. Quem substitui planejamento acaba derrotado. E quem compra liderança ilusória, compra problema.
Mín. 22° Máx. 41°