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Zé Maria Pernambuco desafia Léo Cunha e transforma pressão popular em vitória
Pressão popular força Léo Cunha e o presidente da Câmara, Helismar Moreira, a recuarem da tentativa de aprovar cartões corporativos
06/01/2026 10h41 Atualizada há 9 meses
Por: Redação Fonte: Aurelian Vox

Mais uma tentativa fracassada, obriga o prefeito Léo Cunha a recuar após revolta popular contra criação de Cartões Corporativos.

O que se viu em Estreito nesta semana pode ser definido como um significativo exemplo de força popular organizada. Diante da ampla repercussão negativa e da mobilização da sociedade, o prefeito recuou e retirou o projeto que autorizava a criação de cartões corporativos, pauta que vinha gerando indignação e desconfiança em toda a cidade.

A única convocação que, de fato, surtiu efeito não partiu do Executivo nem da presidência da Câmara, mas sim do pecuarista e empresário Zé Maria Pernambuco, ex-candidato a prefeito, que convocou a população a se fazer presente no Legislativo. O chamado foi atendido. Cidadãos compareceram, permaneceram na Câmara e não se deixaram dispersar, mesmo diante de tentativas de alguns membros da câmara de esvaziar o ambiente com a informação de que não haveria sessão.

A sessão estava marcada para as 10h desta segunda-feira (05). No entanto, segundo vereadores que permaneceram no plenário, o ofício do prefeito solicitando a retirada dos projetos só chegou por volta das 11h, confirmando oficialmente o recuo do Executivo. Antes disso, parte dos vereadores deixou o local, enquanto outros permaneceram até a comprovação formal do documento.

Destaque-se a postura dos vereadores de oposição Diney Noleto e da professora Reginalva, que permaneceram na Câmara até o fim, garantindo transparência, respeito ao processo legislativo e atenção à população presente. Diferente de outros parlamentares que optaram por se retirar antes da confirmação oficial dos fatos.

Zé Maria Pernambuco classificou o episódio como uma vitória do povo de Estreito, ressaltando que a mobilização evitou uma decisão tomada às pressas e sem o devido debate público. Ao mesmo tempo, fez um alerta: o recuo pode ser apenas uma estratégia momentânea para tirar o foco da atenção popular, abrindo espaço para uma nova tentativa futura, em momento considerado mais favorável ao Executivo.

O episódio deixa uma lição: quando a população se mobiliza, acompanha e cobra, decisões mudam. Ao mesmo tempo, mostra a necessidade de vigilância, sobretudo diante do histórico recente de tentativas de condução acelerada do projeto, com apoio da base governista e principalmente do presidente da Câmara Helismar Moreira.