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Prefeito de Estreito eleva taxa de iluminação e amplia desgaste em Estreito.
Cobrança maior chega em meio a crise administrativa, serviços precários e ausência de explicações claras à população.
06/01/2026 21h52
Por: Redação Fonte: Aurelian Vox
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Estreito (MA) - O município de Estreito enfrenta um cenário cada vez mais delicado. Em meio a dificuldades financeiras, problemas estruturais e crescente insatisfação popular, a administração do prefeito Léo Cunha oficializou um aumento significativo na Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP), medida que impacta diretamente o bolso dos moradores.

O reajuste foi formalizado por meio do Decreto Municipal nº 045/2025, publicado em 6 de janeiro de 2026, no Diário Oficial da FAMEM. O ato redefine os valores cobrados na conta de energia de consumidores residenciais, comerciais e de prédios públicos, com elevação que pode chegar a 45%, percentual que supera a inflação acumulada no período recente.

Mais cobrança, pouca explicação

Embora o decreto mencione correção com base no INPC, índice oficial de inflação, o próprio texto admite que os novos valores se aproximam do custo integral da energia elétrica utilizada na iluminação pública, conforme parâmetros da ANEEL. Na prática, isso significa que a prefeitura optou por repassar integralmente aos cidadãos um custo que deveria ser administrado com maior equilíbrio fiscal.

O problema se agrava porque a medida entra em vigor em um momento crítico para o município, marcado por fragilidade financeira, serviços essenciais comprometidos e ausência de investimentos estruturais visíveis.

População sente os reflexos da crise

Relatos de moradores e lideranças locais apontam um quadro preocupante:

Mesmo diante desse contexto, o decreto não apresenta qualquer política compensatória, como isenções, descontos progressivos ou critérios sociais que amenizem o impacto do aumento sobre famílias de baixa renda.

Desigualdade no peso da conta

Diferente de iniciativas como a Tarifa Social de Energia — voltada a proteger os mais vulneráveis —, a nova regra da CIP não estabelece salvaguardas sociais nem detalha os critérios técnicos do reajuste, o que amplia o sentimento de injustiça e falta de transparência.

Para muitos moradores, a decisão simboliza um padrão já conhecido: a população sendo chamada a cobrir déficits administrativos sem que haja melhorias perceptíveis nos serviços públicos.

Até o momento, a prefeitura não apresentou esclarecimentos públicos consistentes sobre pontos fundamentais da medida, como:

O reajuste da CIP em Estreito revela mais do que uma simples atualização tributária. Para críticos da gestão, trata-se de uma escolha política que transfere à população o ônus de problemas administrativos acumulados, aprofundando o desgaste entre governo municipal e sociedade.

O fato é que a perda de confiança na gestão municipal, cresce a expectativa de que órgãos de controle e demais autoridades adotem providências, antes que a crise avance para um ponto de difícil reversão.